Campus Guarabira: do virtual para o real

Um dos principais reflexos da qualidade do ensino, aliado à sua interface com o mundo extra sala de aula, é o envolvimento de estudantes e professores em projetos de pesquisa e extensão. E uma das vocações precípuas do IFPB é lapidar o talento jovem para a imersão no mundo da tecnologia e descoberta das suas potencialidades de uso na vida diária.




 Em dois anos, o Campus Guarabira deu um salto de 480% no número de projetos de pesquisa desenvolvidos em diversas áreas (de cinco, em 2014, para 29 neste ano) e de 760% nos de extensão (de três lá atrás, hoje são 26). “Estamos cumprindo com a nossa obrigação de expandir ao atrair o alunado, não só para o aprendizado em sala, mas no amadurecimento do conhecimento e transformação da vida de sua comunidade”, aponta Cristiano Lourenço Elias, diretor-geral.

Hoje a instituição tem mais de 1,2 mil alunos de 19 cidades polarizadas, mais Guarabira, matriculados nos três cursos técnicos que oferece (em Edificações, Contabilidade e Informática), além do superior em Tecnologia em Gestão Comercial e das modalidades a distância de Secretaria Escolar e Segurança do Trabalho.

Um dos mais destacados projetos desenvolvidos foca os estudantes na iniciação em robótica. Para Vitória Heliane Pereira e Gabriela Roberta Alverga, ambas 18 anos e cursando o 4° ano técnico de Informática, o que começou despretensiosamente no passo a passo de como manejar remotamente um protótipo, evoluiu para o desenvolvimento de programas em tecnologia assistiva que as levaram a competir em torneios internacionais lado a lado com experts em 

 Há dois anos, preocupadas com as dificuldades de estudantes surdos e recém-chegados em entender a linguagem de programação (visto que a maioria das instruções, em inglês, constituía uma barreira para ambos), elas pensaram em como traduzir os comandos mais usuais para figuras – uma plataforma visual pedagógica e intuitiva. “Assim, procurávamos desmistificar o receio em torno de projetar em tecnologia e aumentar o interesse dos colegas”, lembra Vitória.

Para atingir a compreensão ideal, as duas consultaram os alunos surdos de Informática e puseram as mãos nos bytes. O programa de acessibilidade digital as levou a conquistar o pódio do I Simpósio de Pesquisa, Pós-graduação e Inovação do IFPB (Simpif) e a participar de feiras como a Expotec e WebMedia International, além de estar entre as 12 finalistas do Computer on the Beach, torneio realizado em Santa Catarina. Hoje as meninas sonham com uma carreira em engenharia.

 “O melhor de ficar à frente de projetos dessa natureza criativa é ver que o que se digita numa tela preta pode ganhar forma e vida”, resume Gabriel Felipe Cardoso, 18 anos, também um entusiasta da robótica e experimentado de eventos científicos. “Estamos realizados por contribuir para o crescimento pessoal e acadêmico de todos os envolvidos e ampliar os horizontes profissionais de talentos descobertos aqui”, pondera Sabrina da Costa Rocha, coordenadora de Pesquisa e Extensão do Campus.  



DGCOM com informações do Campus Guarabira

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