Lei transforma vaquejada em esporte na Paraíba e gera revolta nas redes

Depois da publicação na última quarta-feira (21), no Diária Oficial do Estado da Paraíba, entrou em vigor nesta sexta-feira (23), a lei estadual nº 10.428 que regulamenta a prática da vaquejada como esporte. De autoria do deputado Doda de Tião (PTB), a lei gerou uma onda de protestos e repúdio nas redes sociais por parte de ativistas e ONGs que lutam pela defesa dos animais.

Para a ambientalista e integrante da Associação Paraibana dos Amigos da Natureza, Paula Francinete, a mudança causou revolta entre ativistas. “Acho que nos não temos de usar o sofrimento do animal para a alegria do homem”, avaliou durante entrevista ao programa Correio Debate, da Correio Sat.
Já o presidente da Federação de Vaquejada da Paraíba, Arthur Freire, comemorou a entrada em vigor da lei. Segundo ele, existe um regulamento que proteja os animais de maus-tratos nas competições. “Nós temos regulamento. É proibido, por exemplo, a utilização qualquer tipo de objeto pontiagudo que veja a perfurar o boi. Tem também a quantidade de terra mínima que deve ser usada para proteger o animal”, explicou.
O deputado Doda de Tião, autor da lei, divulgou nota defendendo a regulamentação da vaquejada. Segundo ele, a prática faz parte da cultura nordestina. “A vaquejada, antes de tudo, é uma atividade cultural, cultura essa arraigada no sangue e nas famílias dos nordestinos, dos sertanejos. Cultura que remonta aos antigos vaqueiros que buscavam o gado no campo. Com o passar do tempo, foi sendo profissionalizada e organizada”, avaliou.
A regulamentação na Paraíba ganhou destaque nacional com ativistas conhecidos repercutindo o caso, como a ex-apresentadora, Luísa Mell, que luta pelas causas dos animais. Em seu perfil no Facebook, considerou a vaquejada como um esporte cruel e criticou o deputado Doda de Tião pela criação da lei.

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