Polo Turístico do Cabo Branco terá seis novos hotéis até 2018

Até 2018, o litoral de João Pessoa deve ganhar, pelo menos, seis novos hotéis e resorts de grande porte. Essa é a expectativa do Governo do Estado para o Polo Turístico Cabo Branco, que em cinco anos deve criar três mil leitos na rede hoteleira da Capital. Os empreendimentos terão conceitos sustentáveis e itens de lazer cinco estrelas, como quadra de saibro para tênis e salas de cinema. Segundo o secretário executivo do Grupo de Trabalho do projeto, Ivan Burity, essa é uma estimativa cautelosa. Ao total, o contrato tem 19 grupos empresariais e a construção dos hotéis deve ser impulsionada após a inauguração definitiva do Centro de Convenções Ronaldo Cunha Lima, em junho deste ano, que aumentará a demanda de turistas em João Pessoa.

“Há uma estimativa de que, de imediato, em cinco anos, aproximadamente 30% do total de hotéis já esteja funcionando. Mas, essa é uma visão muito tímida e pessimista, porque a demanda de leitos provocada pelos eventos no Centro de Convenções vai impulsionar a iniciativa privada a entrar no negócio rapidamente. Não existe lirismo; a lei da oferta e da demanda é uma questão matemática e exata”, disse Ivan Burity.



Criação de 15 mil leitos em cinco anos

Ainda segundo Burity, a Paraíba tem hoje cerca de 9,5 mil leitos de hotéis, enquanto Natal (RN) tem 27 mil leitos hoteleiros. Mesmo distante de se equiparar às capitais vizinhas, João Pessoa terá um upgrade na oferta de hospedagem na Paraíba com o Polo Turístico, além da geração de milhares de empregos. “Em cinco anos, teremos um aumento de 30%, e ao total, dimensionamos a criação de 10 mil a 15 mil leitos hoteleiros. Ainda é pouco comparado à Recife e Natal, mas será um grande passo. Quando aumentamos o número de leitos, projetamos o crescimento de muitos segmentos ligados ao turismo, que fica impossível de mensurar de quanto será o aumento de postos de trabalho”, explicou.


Depois de anos de espera, o projeto vai sair finalmente do papel e, conforme o secretário do Polo, a grande sacada é promover o sonhado boom do turismo em João Pessoa evitando os transtornos que toda aglomeração de pessoas traz à cidade. “A ideia é crescer com qualidade superior às demais capitais e sem trazer para a cidade os transtornos normais que o turismo acarreta, seja na mobilidade, nas filas dos bancos, nos restaurantes e outros estabelecimentos. Ou seja, poderemos crescer cerca de 10 mil leitos deixando a cidade quase que intocada. Geralmente, a equação turismo e qualidade de vida estão em polos opostos, já que o residente perde em silêncio, acessibilidade e tranquilidade. O diferencial é que o polo está em uma espécie de ‘anexo’ da cidade, onde o turista pode acessá-la sem passar na malha urbana de João Pessoa, seja pela Avenida Hilton Souto Maior ou pela PB-008”, explicou.

A história do Polo começa há 23 anos, quando o projeto foi esboçado e licitado. Na época, os interessados assinaram com o Governo um contrato cujo acontecimento validaria a eficácia jurídica do documento. No contrato, estava previsto que o Governo faria a infraestrutura (vias de acesso, água, energia elétrica e esgoto) e a partir daí seria dado um prazo para que os empresários contemplados construíssem os empreendimentos turísticos. O problema é que o governo da época não conseguiu concluir a infraestrutura e o contrato foi suspenso, situação que perdurou por décadas.

Em agosto do ano passado, o governador Ricardo Coutinho entregou o Certificado de Regularidade Jurídica a 12 dos 19 empresários da rede hoteleira. De posse do certificado, agora os executivos correm contra o tempo para conseguir as licitações e alvarás necessários para a construção, já que, segundo o contrato, eles têm um prazo de três anos para concluir 50% do empreendimento.

O documento é claro: quem não conseguir bater esta meta, está fora do projeto. “Alguns grupos já estão em adiantado estágio de pré-análise do projeto no que tange ao requerimento de licenças e alvarás, mas há grupos que ainda estão buscando parceiros. Dessas 12, esperamos que as obras iniciem em breve, mas não temos como prever”, afirmou Burity.

De acordo com o secretário, além das áreas destinadas a hotéis, o projeto urbanístico do Polo contará com equipamentos comerciais (gastronomia e serviços), lazer infantil (equipamentos para acolhimento de crianças) e o Centro de Convenções. Ainda segundo Ivan, a disponibilização dos lotes foi realizada através de dois processos de licitação, uma que aconteceu no ano de 1988 e outra no ano de 1990.

Lei ambiental resultou em corte
Da década de 80 para cá, muita coisa mudou, como a lei da Mata Atlântica que foi reformulada. Com isso, o projeto inicial do Polo Turístico Cabo Branco sofreu um corte de 40% em suas construções. Para se adequar à nova legislação ambiental, a área residencial, o campo de golfe e a área de livre recreação não serão mais construídas e o espaço formará um ‘corredor verde’ de Mata Atlântica.

“Chegamos ao entendimento de que um prédio residencial é um empreendimento de alto densamento populacional e, por isso, resultaria em mais lixo e resíduos, um ponto desfavorável à sustentabilidade do Polo”, alegou o secretário executivo do Grupo de Trabalho do projeto, Ivan Burity.

Os 300 hectares do Polo já foram submetidos a uma avaliação ambiental e o Relatório de Impacto do Meio Ambiente (Rima) já foi revalidado. “Falta agora uma licença específica para cada hotel”, explicou Burity.

http://www.turismoemfoco.com.br/

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