Polícia Federal prende 1 juiz e 4 advogados acusados de corrupção em João Pessoa



O superintende da Polícia Federal na Paraíba (PF), Marcelo Luís Cordeiro, denominou a Operação Astringere, deflagrada na manhã desta quinta-feira (18), de ‘Sindicato do Crime’. Durante coletiva na sede da PF, na cidade de Cabedelo, foram divulgados os nomes de alguns dos acusados, entre advogados, juiz, delegado e servidores públicos.
Entre os acusados presos pela operação está o juiz José Edvaldo Albuquerque Lima, que já havia sido denunciado pelo Conselho Tutelar da Criança e do Adolescente de Bayeux por ter supostamente praticado atos libidinosos com uma menor de 13 anos em seu gabinete, no ano de 2006.
Também foram presos o delegado Edilson Carvalho – que já havia sido detido na operação Squadre, da PF, em novembro do ano passado -, juntamente com os advogados Eugênio Vieira Oliveira Almeida, Cícero Lima, Glauber Jorge Lessa Feitosa, Dino Gomes Ferreira e mais dois servidores públicos e dois particulares. Dois dos advogados detidos foram presos em Brasília.
De acordo com o superintendente da PF, no escritório de um dos advogados foram apreendidos alvarás judiciais com valores entre 300 e 400 mil reais. A operação que apurou a prática de crimes de formação de quadrilha, corrupção, apropriação indébita, fraude processual entre outros ilícitos, efetuou seis mandados de prisão preventiva, quatro mandados de prisão temporária e 16 mandados de busca e apreensão.
A Astringere foi comandada pela Polícia Federal, Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) e Ministério Público da Paraíba (MPPB).

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