Projetos de instalação de novas empresas contemplam algumas cidades do Estado (Ingá, Campina Grande, Lucena, Santa Rita, Sousa, Cajazeiras e João Pessoa). - Pasmen, Guarabira está fora



A Paraíba, que entrou em uma 'briga de braço' com Pernambuco, atraiu investimentos de R$ 203 milhões oriundos de dez empresas da iniciativa privada e garantiu, em contrapartida, isenções fiscais e outros incentivos para estes novos investidores. O decreto que estabelece a garantia foi assinado ontem, pelo governador Ricardo Coutinho, durante uma solenidade no Palácio da Redenção, na capital.






A publicação ratificará as resoluções do Conselho Deliberativo do Fundo de Apoio ao Desenvolvimento Industrial da Paraíba (Fain), com base em estudos de viabilidade realizados pela Companhia Paraibana de Desenvolvimento (Cinep).


 Com os benefícios, a estimativa é de que as empresas poderão gerar 875 novos postos de trabalho para os paraibanos. “A postura natural é que as empresas deem entrada com um protocolo para solicitar os incentivos, mas temos assumido uma postura mais proativa do que reativa.

 Da lista de dez empresas, duas delas a gente conseguiu com uma briga de braço com Pernambuco”, revela a presidente da Cinep, Tatiana Domiciano.

Entre os incentivos concedidos estão a cessão do terreno para implantação e os incentivos fiscais. 


''Os projetos de instalação das empresas contemplam as referidas  cidades do Estado (Ingá, Campina Grande, Lucena, Santa Rita, Sousa, Cajazeiras e João Pessoa).''

 Os setores da economia contemplados incluem empresas de produção cimenteira, produção metalúrgica, calçadista e de tecnologia sustentável.

Segundo o governador Ricardo Coutinho, desde 2011, o Governo vem adotando uma postura mais agressiva para atração de investimentos que gerem emprego e movimentem a economia local. “Além disso, há uma política de busca permanente pela interiorização destes investimentos”, comentou. Apesar de ter ganho a batalha contra Pernambuco, Coutinho assegurou que não há 'guerra fiscal'. “Queremos trabalhar de uma forma integrada com nosso vizinho Pernambuco”, afirmou.

O presidente da Federação das Indústrias do Estado da Paraíba (Fiep-PB), Buega Gadelha, disse que "a busca é fazer a indústria da Paraíba crescer, este é o nosso caminho”.

Entre as empresas beneficiadas está a Brasil Solair. A indústria de energia sustentável trará para João Pessoa a primeira fábrica de painéis solares no Brasil. Os investimentos previstos são de R$ 20 milhões.

Empresa vai produzir sandálias da Copa

Inaugurando um novo projeto no mercado paraibano, a indústria Amazonas é uma das beneficiadas pelos incentivos do Estado e é quem vai produzir as sandálias oficiais da Copa do Mundo Fifa 2014. A empresa possui o selo oficial para a produção e entra de cabeça em um segmento dominado pela Alpargatas. Segundo o empresário Ivanildo Gualberto, o Grupo deve criar 243 novos postos de trabalho até o final do ano e investir R$ 41,6 milhões na fabricação de quatro milhões de pares até junho de 2014.

“Nós recebemos este incentivo com muito orgulho. Estamos na Paraíba desde 1970, mas estamos em um projeto de modernização, porque antes focávamos no componente do calçado. Agora, focamos no produto final com maior valor agregado”, explicou o executivo.

Segundo Ivanildo, apesar de entrar no mesmo segmento, não há competição direta entre a Amazonas e a Alpargatas. “A Alpargatas é sinônimo de um produto, não somos concorrentes.

Nós estamos com a perspectiva de trazer um produto de maior valor agregado, só isso”.

Atualmente, com aproximadamente três mil colaboradores, o Grupo Amazonas é o maior fabricante de componentes para calçados, móveis e embalagens da América Latina, e um dos maiores do mundo. Amazonas é a marca de solados e adesivos mais lembrada entre os consumidores brasileiros e a segunda mais lembrada no mundo. Seus produtos são exportados para todos os continentes


Fonte: www.jornaldaparaiba.com.br

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