IDHM da Paraíba cresce 72,25%


Nas últimas duas décadas, a Paraíba aumentou em 72,25% o Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM), passando de 0,382, em 1991, indicador considerado muito baixo, para 0,658, em 2010, o que representa médio desenvolvimento humano. Os dados são do Atlas Brasil 2013 elaborado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento(Pnud) e foram lançados ontem, em Brasília.



Apesar da evolução, a Paraíba ainda ocupa a 22ª posição no ranking do país e 6º na região Nordeste, ficando com IDHM maior apenas que o Piauí, (com IDHM de 0,646), 23º no país e 7º no Nordeste, Pará (0,646), também 23º no país, Maranhão (0,636), 26º no país e 8º no Nordeste, e por fim Alagoas (0,631) que obteve o pior indicador do país e da região. Já no topo da lista, os melhores índices foram de São Paulo (0,783), Santa Catarina (0,774) e o Rio de Janeiro (0,761). O Distrito Federal, contudo, alcançou a maior pontuação do país (0,824), sendo o único a apresentar índice considerado muito alto. Entre as capitais do Nordeste, Recife tem o melhor IDHM, seguida por Aracaju e São Luís. Empatadas estão João Pessoa e Natal. Salvador, Fortaleza, Teresina e Maceió aparecem depois.

Na Paraíba, conforme o estudo, em 2010, apenas cinco municípios da Paraíba apresentaram IDHM alto, entre 0,700 e 0,799. Na lista estão João Pessoa, Cabedelo, Campina Grande, Várzea e Patos. Outros 66 apresentaram índices que variavam de 0,600 a 0,699, e estavam na faixa de IDHM médio. Os demais 152 municípios paraibanos, ou seja 68% do total (223), apresentaram IDHM baixo, variando de 0,500 a 0,599. Nenhum município do Estado ficou entre aqueles que possuem índice considerado muito alto (o topo do ranking) ou muito baixo, os extremos do indicador.


O IDHM é o resultado da análise de mais de 180 indicadores socioeconômicos dos censos do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 1991, 2000 e 2010. O estudo é composto por três variáveis do desenvolvimento humano que são: expectativa de vida (longevidade), acesso a conhecimento (educação) e acesso a um padrão de vida que garanta as necessidades básicas (renda). O índice varia de 0 a 1, sendo que quanto mais próximo de 1, maior o desenvolvimento humano.

O subíndice educação, uma das variáveis que compõem o IDHM, foi o que mais puxou para baixo o desempenho do Estado. Em 2010, a educação teve uma pontuação de 0,555, enquanto que os subíndices renda (0,656) e longevidade (0,783) alcançaram níveis maiores. Embora seja o componente com pior marcação, foi na educação que mais houve avanço nas duas últimas décadas, segundo a pesquisa. Em 1999, o IDHM da educação na Paraíba era 0,191, enquanto renda era de 0,515 e longevidade 0,565.

Entre os municípios paraibanos, Várzea, na região da Borborema, distante 275 quilômetros da capital, com IDHM da educação de 0,714, foi o único com pontuação alta. João Pessoa que teve o melhor IDHM do Estado teve índice 0,693 em educação.

Para a secretária de Estado de Desenvolvimento Humano (Sedh), Aparecida Ramos de Meneses, os índices alcançados pela Paraíba devem são positivos, mas precisam melhorar ainda mais. “Os avanços devem ser comemorados, mas é preciso compreender o enorme desafio que ainda existe para o projeto social de avançar em melhorais para a Paraíba e o Brasil”, declarou.

A secretaria ressalta ainda que as mudanças sociais são a longo prazo. “Os indicadores na área social levam tempo para serem modificados, as mudanças não é algo acelerado. É preciso investir em políticas sociais consistentes e programas permanentes para atender não apenas as necessidades básicas, mas para realizar políticas de inclusão social”, pontou. “O bolsa família tem papel importante para o aumento da renda, mas como o próprio IDHM mostra para alavancar a política de inclusão é preciso investir em produção, qualificação profissional e no acesso a política de educação para também garantir qualidade de vida”, finalizou Aparecida Ramos.

LONGEVIDADE: PB TEM 5 PIORES ÍNDICES

De acordo com o Atlas do Desenvolvimento Humano Brasil 2013 do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento - o Pnud, quatro municípios paraibanos aparecem entre os 20 com os piores IDHM de longevidade.

O índice ficou em 0,672 em Cacimbas, no Serão paraibano, distante 296 quilômetros de João Pessoa, e foi o mais baixo do país.

Na lista dos 20 piores IDHM de longevidade no Brasil, ainda aparecem os municípios paraibanos de Mataraca (0,675), Juripiranga (0,677), Areia de Baraúnas (0,680) e Cuité de Mamanguape (0,683). Todas as pontuações são consideradas médias pelo Pnud.

Todavia, na grande maioria dos municípios, o subíndice da expectativa de vida alavancou o índice absoluto de IDHM. Em João Pessoa, por exemplo, ele atingiu o patamar de 0,832, considerado muito alto pelo estudo. Ainda com pontuação elevada neste critério apareceram Cabedelo (0,822) e Patos (0,821), entre outos.

O presidente da Federação das Associações de Municípios da Paraíba (Famup), Rubens Germano, destaca que o IDHM e seus subíndices (educação, longevidade e renda) são importantes para todos os municípios. “O indicador deve ser observado pelos gestores municipais. Ele deve servir de base a na elaboração do Plano Plurianual (PPA) para que o indicador apresente melhoria através de ações”, pontou. Ele destaca ainda que “80% do Produto Interno Bruto (PIB) fica concentrada em dez municípios paraibanos e esta concentração de renda dificulta o crescimento dos demais”, declarou.


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