Fábrica de ônibus prevê investir R$ 200 mi em CG

Dirigentes da Ibrava, indústria de ônibus com sede no Rio Grande do Sul, estiveram ontem em Campina Grande para apresentar o plano de expansão da empresa no Nordeste e negociar o projeto de instalação de uma fábrica de veículos no município. A empresa pretende investir R$ 200 milhões no empreendimento, que deverá gerar cerca de mil empregos diretos e indiretos. A prefeitura ofereceu o terreno e isenção fiscal para garantir a instalação da fábrica que pode acontecer até o próximo ano.



O prefeito Romero Rodrigues e o vice-governador Rômulo Gouveia se reuniram na manhã de ontem com os representantes da empresa para discutir a contrapartida dos órgãos públicos para atrair o empreendimento para o município. O encontro aconteceu no auditório do Instituto de Previdência dos Servidores Municipais (Ipsem), onde os empresários apresentaram detalhes do projeto para a imprensa.

A meta da Ibrava, Indústria Brasileira de Veículos Automotores, é conquistar entre 15% e 20% do mercado de ônibus no Nordeste com a instalação de uma fábrica na região. A empresa já vende veículos para empresas de transporte de Fortaleza e Recife e quer conquistar novos clientes. “A empresa já sai com uma demanda garantida. Já temos clientes na região e sentimos com a recepção que tivemos aqui na Paraíba que temos as condições de realizar o projeto em Campina”, explicou Eurico Lemos, diretor da Ibrava.

O projeto prevê a construção de uma fábrica com capacidade de produzir até 1,5 mil veículos ao ano. A expectativa é de que outras empresas da cadeia produtiva de veículos sejam atraídas para a cidade se a instalação da fábrica for concretizada. “Uma montadora como essa traz muitas industrias periféricas, que fabricam o vidro, a espuma e os bancos, por exemplo. Com isso a geração de emprego é alta”, avalia Carlos Pimentel, consultor que representa a empresa na Paraíba.

O plano de expansão começou a ser preparado em setembro e a pretensão de trazer a fábrica para Campina se deve à localização estratégica. “Com o crescimento do Nordeste, a demanda vem sendo crescente cada vez mais e isso atrai investimentos. Campina pela sua situação geográfica e vocação para indústria possui as condições necessárias, pois estamos próximos das principais capitais do Nordeste”, destaca Pimentel.

A logística oferecida pela cidade também é outro ponto positivo, com a oferta de energia através do gasoduto e a localização da área onde se pretende construir a fábrica, próxima a duas rodovias federias, ao aeroporto e a estradas de ferro. A empresa e a prefeitura continuam negociando a vinda do empreendimento para a cidade, já que a empresa ainda não decidiu onde será a construção da indústria.

INCENTIVOS

Romero garantiu o terreno para instalação do empreendimento, oferecendo parte de uma área desapropriada recentemente pela prefeitura no bairro do Ligeiro. “Vamos montar nessa área um distrito industrial, comercial e habitacional e com tecnologias inovadoras aproveitando a energia solar. Será algo revolucionário para a conquista de novas empresas para a cidade”, disse o prefeito. O terreno possui 724 hectares. Desse total, cerca de 10 hectares podem ser cedidos para a fábrica.

A prefeitura e o governo do Estado também analisam a possibilidade de oferecer incentivos fiscais para a instalação da Ibrava. “O prefeito Romero foi muito agressivo na negociação porque disponibilizou uma área nobre, disponibilizou incentivos de ISS. O Estado também tem uma política muito clara, com uma lei de incentivo fiscal e o trabalho desenvolvido pela Cinep”, destacou o vice-governador Rômulo Gouveia.


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