Varejo registra 2ª maior alta

Com alta surpreendente de 13,8% no volume de vendas em julho, quando comparado ao mesmo período do ano passado, o volume de vendas do comércio paraibano voltou a apresentar destaque no cenário nacional com crescimento acima de dois dígitos.


A Pesquisa Mensal do Comércio do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgada ontem, mostra que a taxa foi a segunda maior entre as unidades de federação do país. O Estado ficou atrás apenas do Mato Grosso do Sul (15,1%). Já o país cresceu 6%. Na comparação de julho sobre o mês anterior de junho, as vendas no varejo restrito, que exclui veículos e materiais de construção, subiu 1,7%.

A forte variação de julho levou a Paraíba liderar o crescimento do varejo entre os nove estados do Nordeste. No acumulado dos sete meses deste ano, o volume de vendas registra alta 9,8%.

O Estado do Rio Grande do Norte que liderava até julho a pesquisa do IBGE cresceu menos em julho e, agora, acumula a segunda maior crescimento no ano (9,5%). No ranking dos demais estados do Nordeste, estão com Maranhão (6,9%) e Pernambuco (5,1%). os outros estados acumula taxas menores como Alagoas (4,4%), Ceará (3,6%), Sergipe (3,3%), Piauí (2,3%) e a Bahia (0,8%). 

Para o presidente da Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas da Paraíba (FCDL), José Artur de Melo Almeida, o destaque da Paraíba mostra que o setor no Estado respira de forma mais confortável que o restante do país. “Os números divulgados pelo IBGE superam as expectativas que tínhamos para esse ano. É claro que a base comparativa no Estado não é tão alta, mas os números mostram que a Paraíba vive um bom momento no comércio”, disse.

Segundo Melo de Almeida, o resultado da PMC de julho indica que a Paraíba caminha à passos mais largos que a média nacional. “O percentual está muito acima daqueles alcançados por outros Estados do país. Isso mostra que o setor vem ganhando ritmo aqui na Paraíba. Nossa expectativa é que esse número se mantenha até o final do ano. Se isso ocorrer, será um grande resultado para nós”.

NO PAÍS

As vendas do comércio varejista restrito cresceram 1,9% no mês de julho sobre junho, na série com ajuste sazonal, acumulando uma alta de 3,5% no ano, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado veio acima do teto do intervalo das estimativas dos analistas do mercado e das entidades. O resultado do varejo restrito em julho deste ano foi o melhor na comparação mês a mês desde janeiro de 2012, quando a variação foi de 2,8% ante dezembro de 2011. Na comparação de julho sobre igual período do ano passado, o crescimento ficou em 6%. 



"Foi um mês bem atípico em termos de resultado de venda", avaliou o economista Fabio Bentes, da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Ele atribuiu o desempenho aos preços no período, uma vez que a taxa de inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ficou em 0,03% em julho, com deflação em alguns segmentos.

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou que os dados comprovam a recuperação do consumo no País. "Mostra que a queda da inflação está possibilitando que o consumidor tenha mais poder aquisitivo", disse. "O crédito também está melhorando um pouquinho e isso reflete nas vendas a varejo, que foram muito boas."

PROMOÇÕES E SALDÕES ELEVAM FATURAMENTO

Para acelerar o ritmo do comércio, os lojistas paraibanos adotam estratégias de vendas, que vão desde ofertas e saldões até fornecimento de produtos de segmentos diversificados. O gerente comercial da Casa Pio Calçados, Thiago Barbosa, disse que as vendas pouco a pouco estão aumentando, graças as promoções disponibilizadas aos clientes. “Estamos investindo na facilidade de compra, incentivando as compras no crédito e dando descontos especiais nas compras no crediário. Isso tem atraído mais clientes nos últimos meses”, disse.

De acordo com o lojista, em tempos de crescimento lento do mercado é preciso investir em novas estratégias que despertem interesse do consumidor. “ Aqui o produto não fica estocado. Se tiver baixa saída a gente junta tudo e coloca no chão da loja, com sinalização de superdescontos. O cliente é atraído e acaba levando o produto”, explicou.

A Gerente comercial da loja de cosméticos Beleza Mania, Estefânia de Lima disse que a oferta de produtos deve acompanhar o perfil dos novos consumidores, que hoje refletem muito mais antes da compra. “O cliente hoje está mais exigente. Aqui na loja, por exemplo, o foco eram os produtos de cabelo. Mas os clientes estão buscando muito produto para unhas, então passamos a oferecer mais esses produtos”, disse. Desde junho, quando mudaram a estratégia de oferta, o crescimento das vendas foi de 15%.


http://www.jornaldaparaiba.com.br/
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