A morte de Tim Maia completou 15 anos


Nascido no bairro da Tijuca, zona norte do Rio, Sebastião Rodrigues Maia começou ainda jovem tocando bateria no grupo Tijucanos do Ritmo, formado na Igreja dos Capuchinhos. Depois dele, Tim fundou em 1957 o grupo vocal The Sputniks, do qual participou Roberto Carlos.

Dois anos depois, Tim foi para os Estados Unidos, onde entrou em contato com a soul music. Em 1963, foi deportado por roubo e posse de drogas. Já no Brasil, produziu em 1968 o álbum "A Onda É o Boogaloo", de Eduardo Araújo. Nele, mesclou o soul ao estilo da jovem guarda.





Em 1970 Tim lançou seu primeiro álbum, "Tim Maia", que ficou em primeiro lugar no Rio por 24 semanas e tinha a canção "Primavera (Vai Chuva)". Foi naquela década que o cantor emplacou alguns de seus maiores sucessos, caso de "Não Quero Dinheiro (Só Quero Amar)", "Gostava Tanto de Você" e "Sossego".


Entre esses hits, Tim passou pela fase conhecida como "racional", influenciada pela doutrina Cultura Racional, cujo líder era Manuel Jacinto Coelho. Nesse período, o cantor lançou músicas com forte influência do funk. Porém, após desiludir-se com seu mestre, o próprio Tim exigiu que os álbuns "Tim Maia Racional" volumes 1 e 2 fossem tirados de circulação.

Nos anos 1980, Tim Maia aumentou sua lista de sucessos com "O Descobridor dos Sete Mares", "Me dê Motivo" e "Do Leme ao Pontal". Na década seguinte, ficou conhecido como o "síndico do Brasil" por causa da canção "W/Brasil", de Jorge Ben Jor.




Enquanto gravava discos de bossa nova, soul e músicas românticas, Tim era regravado por artistas da nova geração, caso de Paralamas do Sucesso e Marisa Monte.

Tim Maia foi visto no palco pela última vez em 8 de março de 1998, na gravação de um espetáculo no Teatro Municipal de Niterói, no Rio. Atingido por problemas ligados a obesidade, diabetes e ao uso de drogas, o cantor morreu aos 55 anos, vítima de uma parada cardiorrespiratória.


ig




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