Fita K7, quem se lembra?

K-7

Estamos na era do MP3. Falar de Walkman, hoje, já é motivo para ser olhado como um ser do século passado. Discman ainda passa. Não, acho que também não passa.


E falar de fitas cassete, então? O Roberto Trabaglio Duro achou um site sensacional, nesta internet que tem de tudo e mais um pouco. É sobre isso: marcas e modelos de fitas cassete. Ou K-7, como anunciavam as propagandas de antigamente: em LP e fitas K-7.
Eu tinha, tenho, uma enorme coleção. O que a garotada faz hoje em MP3, baixando músicas da internet para um aparelhinho do tamanho de um isqueiro, a gente fazia com o toca-discos e o gravador. Quasar, Polivox, Technics… Play e REC.


Eu passava sábados inteiros selecionando as melhores faixas dos discos e gravando fitas, cujas capinhas eu mesmo fazia, batendo à máquina os nomes das músicas. Lado A, lado B. Às vezes arrumava um mixer, dois toca-discos, e emplacava uma fita sem intervalos. Era o máximo.
À noite, a fita era a estrela principal das festas e dos bailes de garagem. Ou na porta da casa do amigo, tocando no TKR cara-preta do carro do pai, ou naquele Pioneer enorme, que tinha um mostrador redondo. Com um amplificador e equalizador Tojo, claro.

Tínhamos fetiche por fitas, como se tem hoje por iPods. As melhores eram as de cromo, “chrome”, ou “metal”, ou “ferro”. Toca-fitas bom tinha seletor para fitas de cromo, metal e ferro. Eu era louco pelas Memorex. As caixinhas eram diferentes, abriam de outro jeito, não quebravam fácil. Basf era carne de vaca. Sem grana, Basf.
Engraçado acreditar que dá para viajar num site sobre fitas cassete… Mas dá.

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