Grupo de pesquisadores da UFPB visitam sítio arqueológico na cidade de Gurjão na Paraíba

Por Arquimedes Barros

          No último fim de semana um grupo de pesquisadores da UFPB liderados pela pesquisadora RITA DE CÁSSA DE CANTALICE FARIAS, Licencianda em Ciências Agrárias da UFPB Virtual e pelo Prof. Dr. MARCOS BARROS DE MEDEIROS, Coordenador do Curso de Ciências Agrárias a Distancia da UFPB, acompanhados do Historiador John Ribeiro Targino e do Lic. Em Geografia Arquimedes Medeiros do Portal Terra Guarabira, estiveram recentemente numa visita a cidade de Gurjão na Paraíba,  que fica na microrregião do Cariri Oriental Paraibano, e inserida na mesorregião da Borborema. Puderam constatar in locus, as ruínas de um antigo vulcão que fora desativado a milhões de anos, onde encontraram madeira fossilizada e diversos artefatos líticos. 

Foi utilizado um detector de metal, porém nenhum tipo de material ferroso, histórico foi encontrado nessa sondagem.

Também visitaram o curso no leito de um rio de pedras, na localidade conhecida como Baduíno. Esse local consiste em um sítio arqueológico, que outrora fora habitada por índios TARAIRIÚS E CARIRI que povoaram uma grade faixa territórios do interior da Paraíba. Esse estudo integra a experiência do Trabalho de Conclusão de Curso TCC intitulado EDUCAÇÃO PATRIMONIAL NO CAMPO AGRÁRIO DE GURJÃO NO CARIRI PARAIBANO, desenvolvido pela autora sob a orientação do Prof. Marcos Barros. A defesa será realizada em Maio/2015 na UFPB em Bananeiras e contará com a participação dos examinadores Prof. Dr. José Jonas Duarte do Departamento de história da UFPB/INSA e do Dr. Carlos A. Belarmino Alves da UEPB. 

Pesquisadora RITA DE CÁSSA DE CANTALICE FARIAS

               No sítio Quixaba na Serra Rasa,  tem um relevo levemente acentuado e alguns pontos bem íngremes, e ao seu redor, uma planície de caatinga cerrada, local de difícil acesso, pouco explorado, já que a região é pouco habitada, apresentando uma densidade demográfica  bastante baixa que é de 9,2, segundo o IBGE, assim podemos considerar um vazio demográfico.  A equipe detectou várias rochas, extrusivas fragmentadas e madeiras fossilizadas.  Há um vasto material virgem para ser estudado,  disse ainda a pesquisadora RITA de CASSIA.
   
   
              Na localidade conhecida como Baduíno, nome que registra a presença de índios no local , serviu como um assentamento que servia para produzirem suas ferramentas, a  equipe concluiu que ali , devido ao grande numero de artefatos, se instalou uma indústria lítica.  Gravuras rupestres e pilões também foram observadas, constatadas como a  mesma formas geométricas usadas pela cultura Itacoatiara. (Vide pedra do ingá)




Pequeno pilão em rocha magmática de  forma Cônica cilíndrica , provavelmente  usado para producão de artefatos líticos ou trituração de grãos feito pelos antigos habitantes da região
           No sitio arqueológico a equipe colheu um vasto material, tendo entre eles pedaços de cerâmica, ferramentas   indígenas  ou seja , artefatos líticos  de PEDRA POLIDA e de PEDRA LASCADA ( pontas de lança, machadinhas e raspadores)
  
Rochas  Semi  - preciosas:

           Em Gurjão existe grande  variedades de tipos de rochas na maioria extrusivas, podem ser em encontradas, como o jaspe, o sílex e a turmalina negra e cristais de quartzo.
As rochas de sílex teve muita serventia, principalmente para fabricação de ferramentas na pré-históricas, para fazer o material lítico  e para gerar fogo quando é esfregada no ferro ou no aço e foi também utilizada pela cultura asteca para realização de sacrifícios humanos.

        A Jaspe é uma pedra encontrada em forma bruta na região , que nos dá apoio durante períodos difíceis na vida. Ela traz tranquilidade, unifica todos os aspectos da nossa vida. Ela tem propriedades curativas e lembra as pessoas de se ajudarem mutuamente. Seu nome significa pedra manchada ou salpicada.  É considerada a "mãe de todas as pedras". 

       A  Turmalina Negra (ou Turmalina Preta) é uma das mais  poderosas pedras de proteção existentes no mundo, sendo capaz de neutralizar todas as formas de energia negativa, incluindo ataques psíquicos, mal olhado e todos os tipos de feitiços ruins.  Ela é também um forte agente purificador de energias, pois emana partículas elétricas (íons) capazes de neutralizar substancias tóxicas e também ondas eletromagnéticas negativas.  A pedra turmalina negra é capaz também de estimular atitudes positivas mesmo nas circunstancias mais difíceis, pois incentiva em nós o altruísmo e nos ajuda a encontrar soluções para os problemas mais complicados.  No corpo físico esta poderosa pedra de purificação age fortalecendo o nosso sistema imunológico, promovendo o alinhamento da coluna e também fortificando energeticamente os ossos. 

  


             A pesquisadora Rita de Cássia de Cantalice Farias tem como intuito e objetivo chamar a atenção de outros pesquisadores e estudantes interessados, em realizar uma trabalho mais profundo no campo da arqueologia e paleontologia, com a catalogação de todas as peças e artefatos encontradas nessas localidades, afim de preservar e resgatar o  patrimônio  arqueológico e cultural perdido pelo tempo. 
    
Na ocasião foram gravados vídeos, entrevistas e imagens que passarão a integrar o objeto do estudo do um grandioso sítio arqueológico da paraibano. 


http://www.terraguarabira.blogspot.com.br                                       

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